sábado, 25 de fevereiro de 2012

Espero



Espero 

pelo homem que me chame de linda, ao invés de gostosa, 

que me ligue de volta quando eu desligar na cara dele, 

que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do meu coração, 

ou que permaneça acordado só para me observar dormindo. 

Espero 

pelo homem que me beije na testa, 

que queira me mostrar para todo mundo, mesmo quando eu estiver suando, 

um homem que segure minha mão na frente dos amigos dele, 

que me ache a mulher mais bonita do mundo, mesmo quando eu estiver sem nenhuma maquiagem 

e que insista em me segurar pela cintura. 

Aquele que me lembra constantemente, o quanto ele se preocupa comigo 

e o quão sortudo ele é por estar ao meu lado. 

Espero por aquele que esperará por mim, aquele que vire para os amigos e diga "é ela”!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Liberto...

Liberto,
liberto a poesia que, infinitamente, é livre,
liberto o sorriso,
os olhos,
os pensamentos,
o coração,
nada de mim escraviza-se,
nada se prende,
minha canção soa suave,
minha poesia voa pelas nuvens,
meus versos inspiram-se pela luz da Lua,
meus olhos prendem-se somente ao brilho da Grande mãe da Noite,
meus caminhos guiam-se pela direção das estrelas,
meu respirar inspira os ares do amanhecer,
meus passos vão aonde eu busque inspiração,
meus calcanhares não aceitam bolas de ferro,
minhas mãos usam anéis, jamais algemas,
...
minha boca gosta de palavras e beijos macios, como o beija-flor que se alimenta nas flores,
meus ouvidos preferem sons suaves, como o canto matutino dos pássaros,
gosto do toque que me toca, como o pêlo macio dos felinos,
gosto dos olhos que brilham, como os bichos da mata à noite,
gosto dos sorrisos iluminados, como dos pirilampos que brincam na floresta,
gosto dos gestos sutis, como os gaviões que lançam-se aos céus em suas caçadas,
escrevo o que sinto, no que gosto,
essas poucas gotas de chuva que caem nessa tarde de primavera,
vieram buscar-me e libertar minha poesia, que escondia-se atrás de algumas nuvens,
...estou em mim, em meus versos, em minha vida,
não como pronome possessivo,
mas como existência e essência da própria vida,
essa vida hereditária, de marcas, de histórias, de sangue,
de sorrisos, de lágrimas, de pausa, de dança,
de movimento, de liberdade.